domingo, outubro 29, 2017

Lei 10036/06 - Lei das obras de arte humaniza a cidade e valoriza os novos edifícios! texto de Vinicius Vieira

Lei Municipal 10.036 


Lei das obras de arte humaniza a cidade e valoriza os novos edifícios!

Uma lei que melhora a qualidade de vida em Porto Alegre! Edifícios valorizados, ruas e passeios públicos animados, democratização do acesso à cultura, e outros fatores que elevam nosso desenvolvimento humano. Em 2015 surgem os primeiros exemplares frutos da Lei 10036/06, que trata da colocação de obras de arte de visibilidade pública nas novas construções com área maior de 2000m². A regulamentação é oriunda de diálogos entre representantes da Prefeitura, da Câmara de Vereadores e de entidades, como IAB, AEERGS, SINDUSCON. A lei é simples e se distingue pela liberdade na relação entre empreendedor e artista. Basta a obra ser resistente às intempéries e visível à população, que a legislação se cumpre.

A imagem da cidade se transforma aos poucos. Em 2 anos de aplicação da Lei, 42 obras de arte já estão disponíveis à população. Passeando pela capital, vemos as mais variadas criações, materializadas em aço, granito, mármore, basalto, etc. Além dessa diversidade, impressiona o impacto positivo gerado com tão baixo investimento, principalmente se compararmos com a valorização do novo empreendimento, valor este que se estende a cada uma das unidades do prédio.

Muitas cidades no mundo têm leis assim, como é o caso de Paris. No Brasil, a legislação é tendência nos últimos 30 anos. Florianópolis, Teresina, Belo Horizonte e Recife são algumas. Nesse cenário destaca-se a capital catarinense que, com centenas de obras de arte, serve de modelo a outras cidades. Em alguns anos Porto Alegre terá verdadeira galeria à céu aberto, em diálogo com as edifícações, configurando nova paisagem que “guardará” a memória dos períodos de nossa história, e poderá potencializar o turismo na capital.

Estimulando arquitetos, engenheiros e artistas a pensarem juntos na qualificação do ambiente construído, a Lei 10036/06 se consolida, por valorizar o edifício, promover a produção artística local, cumprir papel educativo e incentivar a aproximação da vizinhança com o novo empreendimento. Esses fatores somados tornam a Lei emblemática, por seu amplo retorno de interesse público. No cotidiano da metrópole, milhares de pessoas passam a estar em contato com a arte, o que contribui para inserir Porto Alegre no mapa das cidades que reconhecem a cultura como fundamental para nossa evolução.

Vinicius Vieira
Diretor Cultural do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB RS e Conselheiro de Estado da Cultura. 
Contato:51 998984006 - viniciusvieira.com@gmail.com

sábado, maio 20, 2017



Lei das obras de arte humaniza a cidade e valoriza os novos edifícios!

Uma lei que melhora a qualidade de vida em Porto Alegre! Edifícios valorizados, ruas e passeios públicos animados, democratização do acesso à cultura, e outros fatores que elevam nosso desenvolvimento humano. Em 2015 surgem os primeiros exemplares frutos da Lei 10036/06, que trata da colocação de obras de arte de visibilidade pública nas novas construções com área maior de 2000m². A regulamentação é oriunda de diálogos entre representantes da Prefeitura, da Câmara de Vereadores e de entidades, como IAB, AEERGS, Chico Lisboa e SINDUSCON. A lei é simples e se distingue pela liberdade na relação entre empreendedor e artista. Basta a obra ser resistente às intempéries e visível à população, que a legislação se cumpre.

A imagem da cidade se transforma aos poucos. Em 2 anos de aplicação da Lei, 42 obras de arte já estão disponíveis à população. Passeando pela capital, vemos as mais variadas criações, materializadas em aço, granito, mármore, basalto, etc. Além dessa diversidade, impressiona o impacto positivo gerado com tão baixo investimento, principalmente se compararmos com a valorização do novo empreendimento, valor este que se estende a cada uma das unidades do prédio.

Muitas cidades no mundo têm leis assim, como é o caso de Paris. No Brasil, a legislação é tendência nos últimos 30 anos. Florianópolis, Teresina, Belo Horizonte e Recife são algumas. Nesse cenário destaca-se a capital catarinense que, com centenas de obras de arte, serve de modelo a outras cidades. Em alguns anos Porto Alegre terá verdadeira galeria à céu aberto, em diálogo com as edifícações, configurando nova paisagem que “guardará” a memória dos períodos de nossa história, e poderá potencializar o turismo na capital.

Estimulando arquitetos, engenheiros e artistas a pensarem juntos na qualificação do ambiente construído, a Lei 10036/06 se consolida, por valorizar o edifício, promover a produção artística local, cumprir papel educativo e incentivar a aproximação da vizinhança com o novo empreendimento. Esses fatores somados tornam a Lei emblemática, por seu amplo retorno de interesse público. No cotidiano da metrópole, milhares de pessoas passam a estar em contato com a arte, o que contribui para inserir Porto Alegre no mapa das cidades que reconhecem a cultura como fundamental para nossa evolução.

Vinicius VieiraDiretor Cultural do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB RS e Conselheiro de Estado da Cultura.
contato: viniciusvieira.com@gmail.com - fone: 51 998984006  - Porto Alegre - RS


Ato10036 /2006 - Lei MunicipalData08/08/2006Ano2006
FonteDOPA 10/08/2006 Pág.  3
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Prefeitura Municipal de Porto Alegre
LEI Nº 10.036, de 8 de agosto de 2006.
Dispõe sobre a colocação de obras de artes plásticas nas edificações com área adensável igual ou superior a 2.000m2 (dois mil metros quadrados) e dá outras providências.
O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE.
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Toda edificação com área adensável igual ou superior a 2.000m2 (dois mil metros quadrados) que vier a ser construída no Município de Porto Alegre deverá conter, em local de visibilidade à população, obra de arte original, executada em escultura, vitral, pintura, mural, relevo escultórico ou outra forma de manifestação de artes plásticas, sem caráter publicitário.
§ 1º Ficam dispensados dessa exigência hangares, galpões de depósito, silos de armazenagem e edifícios-garagem.
§ 2º Quando a construção for formada por um conjunto de prédios com a mesma finalidade e dentro de um projeto único, será considerada, para os efeitos desta Lei, como uma única edificação.
Art. 2º A obra de arte de que trata esta Lei será executada por artista plástico cadastrado nos termos desta Lei, com a chancela do autor do projeto arquitetônico, devendo ser compatível com a edificação e a ela integrar-se, não podendo ser executada em material facilmente perecível.
Parágrafo único. A conservação da obra de arte será de responsabilidade do(s) proprietário(s) da edificação.
Art. 3º Para os fins desta Lei, o Poder Executivo Municipal manterá um cadastro dos artistas plásticos interessados, aberto a consultas pelo público, contendo o currículo dos artistas, sua experiência, principais exposições de que tenham participado e descrição de obras eventualmente constantes em acervos particulares ou em museus nacionais e estrangeiros.
Parágrafo único. Para o cadastramento do artista, o Poder Executivo Municipal exigirá, tão-somente, a apresentação de seu currículo.
Art. 4º Para a obtenção da Carta de Habitação, deverá ser encaminhado ao Poder Executivo o projeto da obra de arte, contendo o nome do artista, a chancela do responsável técnico pelo projeto de arquitetura do empreendimento e a descrição da obra de arte e do local de sua colocação.
Parágrafo único. A Carta de Habitação somente será expedida mediante a comprovação de que a obra de arte foi concluída e colocada no local previamente determinado no projeto arquitetônico da edificação.
Art. 5o A obra de arte será vinculada à edificação, não podendo ser retirada, substituída ou ter suas características alteradas sem justificativa e prévia autorização do Poder Executivo Municipal, salvo ocorrência de caso fortuito ou força maior.
Art. 6º Caso a edificação venha a ser demolida, a respectiva obra de arte reverterá ao Poder Executivo Municipal, que lhe dará a devida destinação.
Art. 7o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, 8 de agosto de 2006.
José Fogaça,
Prefeito.
Maurício Dziedricki,
Secretário Municipal de Obras e Viação.
Registre-se e publique-se.
Clóvis Magalhães,
Secretário Municipal de Gestão e
Acompanhamento Estratégico.


segunda-feira, junho 02, 2014

A liga da canela preta - Liga nacional do futebol Portoalegrense no início da década de 1910 

Por Lucas Strey


A memória e a identidade estão indissociavelmente unidas. A formação de nossa identidade é fruto da trajetória de vida, da história, do mito e da narrativa que experimentamos, que construímos ou que resgatamos. A arte enquanto pilar do conhecimento humano atua como um agente fundamental para reflexão e consolidação da noção de si. Para tanto, por vezes, recorre à memória como fonte de inspiração. E quando faz isso, não apenas conta uma história ou relembra fatos através de uma linguagem. Mais que isso, arte apresenta imagens do tempo materializado em uma poética de experiência que convida o indivíduo a ir além dos fatos residentes na sua memória. 

O trabalho de Adriana Xaplin tem essa força de regate e construção. Através de uma poética forte e marcante, evoca as forças do povo que atravessou o oceano contra sua vontade e em condições extremas e mesmo assim ajudou construir a identidade de uma nação com o sangue, o suor e as lagrimas. Tendo como pano de fundo a paixão pelo futebol e o vigor da autoafirmação dos negros e mulatos excluídos do esporte. As obras tomam o espaço expositivo articulam-se entre si e unem o passado e o presente por uma corda bamba provocando no espectador a sensação de instabilidade diante da memória. Para não cair no percurso você deve se livrar dos preconceitos e vivenciar a experiência com o corpo a mente o espírito.

visite o blog>>> culturanacopa.blogspot.com.br - exposição LIGA DA CANELA PRETA 1910- PORTO ALEGRE - RS _ BRASIL

APRESENTAÇÃO | presentation | igbejade

Este site tem suas informações principais traduzidas para inglês e iorubá

iorubá ou ioruba (Èdè Yorùbá, "idioma iorubá") é um idioma da família linguística nigero-congolesa, e é falado ao sul do Saara, na África, e no Brasil dentro de um contínuo cultural-linguístico, por 22 milhões a 30 milhões de falantes. A língua iorubá vem sido falada pelo povo iorubá há muitos séculos. Ao lado de outros idiomas, é falado na parte oeste da África, principalmente na Nigéria, Benim, Togo e Serra Leoa.



Projeto : Liga da Canela Preta - Liga Nacional do Futebol Portoalegrense no início da década de 1910. contemplado no edital CONCURSO CULTURA 2014 - Ministério da Cultura.




Adriana Xaplin apresenta sua exposição de artes visuais intitulada LIGA DA CANELA PRETA- PORTO ALEGRE 1910 O Brasil é soberano, livre,   vive um regime democrático. 
Assim descendemos de índios nativos, negros africanos, germânicos ítalo-europeus, indo-ásiticos e oceânico-orientais. Uma grande somatória de esperança, aventura e livre-arbítrio.  Dessa forma, como nação recebedora de tantas heranças e ancestralidades, se busca um reconhecimento de liberdade e igualdade. No ano de 2014, estamos sediando o maior evento mundial, que envolve a paixão e o fascínio pelo futebol, presente no coração de tantos brasileiros. Porto Alegre pulsando a energia do Paralelo 30onde está localizada, é um dos locais que sediará esse grande congraçamento em torno da bola, e dentro desse contexto se apresenta a exposição dessa artista visual portoalegrense, comprometida com a visibilidade da formação de nossa cultura, mostrando seu trabalho no principal Museu gaúcho no que diz respeito à valorização de nossas raízes.


A Exposição “A liga da canela preta - Liga nacional do futebol portoalegrense no início da década de 1910”, da escultora Adriana Xaplin, remonta através de uma poética forte e marcante  a história do povo que atravessou o oceano contra sua vontade e em condições extremas e mesmo assim ajudou construir a identidade dessa Porto Alegre cheia de tempos e lugares, com o seu sangue, o seu suor e as suas lagrimas. Tendo como pano de fundo a paixão pelo futebol e o vigor da autoafirmação dos negros e excluídos do esporte. A “Liga Nacional de Futebol Portalegrense”, ou Liga da Canela Preta, fazia o contraponto ao racismo que estava acontecendo junto aos clubes da elite da cidade de Porto Alegre no início da década de 1910.

No espaço de exposição o público encontrará uma chuteira de ouro para pés descalços e uma bola de fogo para jogadores que não temem as chamas da exclusão. Panos crus pintados, riscados estendido pelas paredes e pelo chão para serem vistos e pisados com respeito e dignidade dedicados a um trabalho de arte. Tudo isso somado a uma escultura da figura humana de ferro, com formas expressivamente marcadas pelo peso da história e pela força destes guerreiros jogadores.


 Awọn Ajumọṣe Black eso igi gbigbẹ oloorun - National bọọlu Ajumọṣe Porto Alegre ni tete 1910s. 

Brazil ni orilẹ-ede ti ipinsiyeleyele . Bi nibi gbogbo ni aye wa ti a ni isoro , sibẹsibẹ, ni oniruuru ti a niwa ohun ti a ni oye ki o si fi aaye gba kọọkan miiran pẹlu wọn orisirisi . A ni kan ni agbaye DNA , nitori a gbogbo ethnicities ati Oniruuru phenotypes composing awọn matrix ti wa awon eniyan . A ni o wa lọdọ awọn India , Afirika , Europeans Italo - Germanic , Indo - Asians tabi oorun - Oceanic . Somo aye , a wa ni free ati ki o fẹ lati mọ nipa awọn aye kan bi ibi ti alaafia ati ireti , nitori gbogbo Brazil ni o ni rẹ ifọwọkan ti optimism . Nyorisi awọn aye ti o nyorisi si aye fun rara ko ina . Pẹlu kan ibadi lọ nipasẹ awọn isoro nla lai ọdun oore . Ti odun , 2014 , yoo gbalejo kan agbaye ti je ife gidigidi fun bọọlu ati Porto Alegre yio jẹ ọkan ninu awọn ojula ti yoo gbalejo okeere duels . A fẹ lati ya yi anfaani lati so fun wa itan si aye . Jẹ ká ka pẹlu aworan lori iwe oja wa asiko ti Ijakadi ati bi a ti kọ yi Oniruuru idanimo ti characterizes wa.Awọn aranse " The Ajumọṣe blackleg - National Ajumọṣe Porto Alegre ká bọọlu ni ibẹrẹ 1910s , " awọn sculptor Adriana Xaplin lọ pada nipasẹ kan to lagbara ati ki o lapẹẹrẹ poetic itan ti awọn eniyan ti o rekoja nla lodi si wọn ife ati ni awọn iwọn ipo ati paapa ki o si se iranwo kọ awọn idanimo ti yi Porto Alegre kun fun igba ati ibi, pẹlu ẹjẹ wọn , wọn lagun ati omije wọn . Lodi si awọn backdrop ti ife gidigidi fun bọọlu ati ti okun fun ara- itenumo awon alawodudu ati rara lati idaraya . Awọn " National bọọlu Ajumọṣe Portalegrense " tabi Ajumọṣe eso igi gbigbẹ oloorun Black , ni counterpoint si ẹlẹyamẹya ti a ti ṣẹlẹ pẹlu awọn Gbajumo ni aṣalẹ ni ilu ti Porto Alegre ni tete 1910s.Ni awọn aaye ti o ba àkọsílẹ aranse yoo wa kan goolu bata fun igboro ni ẹsẹ ati kan fireball fun awọn ẹrọ orin ti won ko beru awọn ina ti iyasoto . Aise dii ya , scratched tesiwaju Odi ati pakà ni lati ri ki o si Witoelar pẹlu apọnle ati iyi igbẹhin si ise kan ti aworan . O fikun gbogbo awọn soke lati kan ere ti awọn eniyan nọmba rẹ, awọn fọọmu irin pẹlu significantly ti samisi nipasẹ awọn àdánù ti itan ati agbara wọnyi awọn ọkunrin awọn ẹrọ orin .

O que: A Liga da Canela Preta - Liga Nacional do Futebol Porto-Alegrense no início da década de 1910"
Onde: Museu Júlio de Castilhos - Rua Duque de Caxias, 1205 - Centro Histórico, Porto Alegre.
Quando: de 10 de junho a 15 de julho 2014
Horário: de terças a sextas - feira, das 10h às 17h

sexta-feira, março 07, 2014

A sociedade conclama pelo envio do Plano de Cultura de Porto Alegre para a Câmara, Já!-Paulo Roberto Guimarães Presidente – Gestão 2011-2014 -DOPA 21/10/2011

A sociedade conclama pelo envio do Plano de Cultura de Porto Alegre para a Câmara, Já! Esta é a campanha que o Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre iniciou para dar visibilidade ao encaminhamento do  Plano de Cultura que está retido na Secretaria Municipal de Cultura, há mais de três meses.
O conteúdo é um trabalho técnico realizado pela sociedade civil organizada e teve iniciativa do Ministério da Cultura devido à implantação do Sistema Nacional de Cultura que abrange a pactuação com os municípios para criação dos sistemas locais de cultura. Em razão da pactuação foram designados técnicos pela Secretaria de Cultura, em 2012, que fizeram uma capacitação junto à Universidade Federal da Bahia e ao MINC, assim trabalhando até final do mesmo ano. Dando continuidade ao trabalho a sociedade civil organizada representada pelo Conselho de Cultura, assumiu a elaboração finalizando o trabalho em 2013, quando o plano, depois da consulta pública durante a 9ª Conferência Municipal de Cultura e da validação deste Conselho foi entregue oficialmente ao Prefeito. Depois da análise do Executivo, o mesmo encaminhou o texto para a Secretaria de Cultura para que essa encaminhasse à Câmara, o que ainda não ocorreu.
 Servirá como um documento orientador das políticas públicas de cultura  da cidade. O plano é a base fundamental de execução para a constituição do tripé “CPF” (Conselho, Plano e Fundos de Incentivo à Cultura), o qual dará ao município de Porto Alegre acesso a mais recursos oriundos do Governo Federal. 
A produção do documento, desde o início, sempre foi um problema para a Secretaria Municipal de Cultura, a qual deveria apoiar dando subsídios para sua realização, segundo as orientações do Sistema Nacional de Cultura. O Plano de Porto Alegre deveria estar finalizado ainda no ano de 2012, mas devido a esta falta de apoio o documento foi finalizado em setembro de 2013 pela mobilização da sociedade civil organizada.
Sem a lei do Plano, o município deixa de obter recursos diretos, dos programas do Ministério da Cultura, bem como a realização de editais como os de Pontos de Cultura que é um dos editais mais solicitados pela sociedade.
É a primeira vez que Porto Alegre elabora seu plano de cultura, informação que retrata o caráter de gestões por eventos da Secretaria Municipal de Cultura, que não desenvolveram políticas públicas de cultura. O Plano de Cultura de Porto Alegre é um documento renovável conforme tempo a ser decidido e tem duração de 10 anos. Foi constituído com base em um diagnóstico da cultura da cidade e tem sua espinha dorsal nas mais de mil resoluções das 9 conferências de cultura ocorridas desde 1996 no município.
  O Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre é uma entidade civil organizada, fundada, juntamente com o Sistema Municipal de Cultura da cidade pela Lei Complementar nº 399, de 14 de janeiro de 1997. Sua composição é de 85% por conselheiros representantes de toda a cidade e dos segmentos culturais que a constituem. Tem como funções propor, deliberar e fiscalizar as matérias de políticas públicas culturais do município.  Sua atuação funcional é lado a lado com a atuação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.
Mais informações no blog do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre:
Agradecemos a compreensão e o apoio de todos, pois o plano é de toda a sociedade portoalegrense.
VIVENDO A CULTURA E TRANSFORMANDO A CIDADE.
Paulo Roberto Guimarães
 Presidente – Gestão 2011-2014 -DOPA 21/10/2011

domingo, outubro 27, 2013

NA SALA NEGRA: (des)Percebidos ANDRÉ DA ROCHA FERREIRA, BERENICE BUCKSDRICKER, CAMILA GONZATTO, ELISABETE VIEIRA, GREICY VEDANA, JANAÍNA DE LIMA, JORGE BUCKSDRICKER, LAURA COGO, MARCIA BRAGA, MARCOS ROSEMBERG, MARIA HELENA BERNARDES, MARÍLIA SCHMITT FERNANDES, MAURÍCIO MOZART LISBOA, MONICA HOFF, NICO GIULIANO, PRISCILLA KERN, RAFAEL PAGATINI, RENATA LEKE, SONIA HOFF, VALTER BUCKSDRICKER E WILLIAN ANSOLIN. LUCIANE BUCKSDRICKER (ORG.)Maria Helena Bernardes Artista e professora de História e Teoria da Arte Arena - Associação de Arte e Cultura, em Porto Alegre ***** NA SALA ANEXA: PESCADOR FRAGA Gilmar Fraga ABERTURA 30/10/2013, às 19h30min. VISITAÇÃO 1/11 a 24/112013, 14 às 20h******NA SALA DO ARCO: PERCURSOS IAREMA MENDONÇA, LARA ESPINOSA, MILENA KUNRATH, MAIA MENA BARRETO E SANDRA MENEZES. CARUSTO CAMARGO (ORG.) ABERTURA 30/10/2013, às 19h30min. VISITAÇÃO 1/11 a 24/112013, 14 às 20h.******NA CIRCULAÇÃO: NÚCLEO URBANÓIDE JOTAPÊ PAX, LEOPOLDO COSTANZO, LUCAS ANÃO VERNIERI, MARCELO PAX E MÁRCIO PEIXE. ABERTURA 30/10/2013, às 19h30min. VISITAÇÃO 1/11 a 24/112013, 14 às 20h.*****galeria Espaço IAB Galeria de Arte do Instituto de Arquitetos do Brasil Curadoria de Adriana Xaplin e Vinicius Vieira Centro Cultural do IAB RS. Rua Gal. Canabarro, 363 Centro Histórico. Porto Alegre. RS. Brasil 51 3212 2552. www.iabrs.org.br****** contato Adriana Xaplin fone (051) 95030319- adrianaxaplin@gmail.com

NA CIRCULAÇÃO: 
NÚCLEO URBANÓIDE   JOTAPÊ PAX, LEOPOLDO COSTANZO, LUCAS ANÃO VERNIERI,  MARCELO PAX E MÁRCIO PEIXE.
ABERTURA 30/10/2013, às 19h30min.  VISITAÇÃO 1/11 a 24/112013, 14 às 20h.



O Núcleo Urbanóide é hoje responsável por projetos importantes no cenário brasileiro da arte urbana, sendo pioneiro em muitas ações nesse contexto, e vem através desta exposição mostrar a sintonia entre a cidade, a arquitetura e a arte de rua, arte essa que é responsável por se apropriar de locais muitas vezes esquecidos da cidade e transformá-los, com ações voltadas para quem por ali passa ou convive. Assim como a arquitetura, atualmente a arte urbana vem exercendo papel fundamental na transformação do meio urbano, atraindo olhos para locais antes pouco vistos. De áreas degradadas a nobres, da base ao plano nobre, arquitetura e arte voltam a estar em sintonia.
NA SALA DO ARCO: 
PERCURSOS   IAREMA MENDONÇA, LARA ESPINOSA, MILENA KUNRATH, MAIA MENA BARRETO E SANDRA MENEZES.   CARUSTO CAMARGO (ORG.)
ABERTURA 30/10/2013, às 19h30min.  VISITAÇÃO 1/11 a 24/112013, 14 às 20h.

imagem de Lara Espinosa
A exposição tem curadoria do professor Carusto Camargo, e mostra o trabalho de cinco ceramistas do Núcleo de Instauração de Cerâmica Artística NICA/UFRGS, sob a coordenação do mesmo professor. Iarema Mendonça, Lara Espinosa, Milena Kunrath, Maia Mena Barreto e Sandra Menezes frequentaram o NICA durante quatro anos. As cerâmicas fazem referência a objetos do cotidiano, como casas de passarinho, tigelas, garrafas, sementes e plantas do jardim, que são tratadas de forma lúdica e artística remetendo ao aconchego da casa. 
NA SALA ANEXA: 
PESCADOR   FRAGA 
ABERTURA 30/10/2013, às 19h30min.  VISITAÇÃO 1/11 a 24/112013, 14 às 20h.






A viagem desta série em exposição é uma aventura pictória ainda enevoada, ainda turva, ainda nascitura, ainda em zigoto, (vírgula) embora pulsante em meio ao abstrato e impelida a fugir para longe das linhas das figuras. Tanto PASSEI anos convivendo no dia-a-dia com uma produção linear como ilustrador de jornal, livros e arte digital que a inquietude do abstrato se sublevou como o ronco de um vulcão em meio ao nevoeiro. Vêm à tona nesse processo as reminiscências de infância e a tentativa de buscar o mais remoto deslumbre e avistamento do mar, uma temática recorrente no meu repertório artístico. Também a lembrança nos tempos de guri, das marinhas quase abstratas do romântico Turner e a água escura de José Pancetti, cujas figuras eu recortava das páginas de resenhas de arte das revistas semanais que davam sopa nas salas de espera de dentistas, oculistas e médicos. O tema da série se esparge daí em névoa, surge do impulso de ir mais fundo, além da arrebentação. Se esvai adiante da agitação das ondas figurativas, lá onde o espaço é sugerido por uma única linha que divide a tela, da calmaria da superfície banhada pelos raios de sol num final de tarde ao azul profundo que se encharca de cor e mergulha na escuridão. O que está submerso nesse desassossego? Pássaros, barbatanas, sereias, monstros abissais, ocultos nas camadas do acrílico, escondidos no pigmento? Ainda que inconscientemente, apesar de todas as fugas, o artista persiste na idéia de pescar o olhar.
Gilmar Fraga

galeria Espaço IAB 
Galeria de Arte do Instituto de Arquitetos do Brasil 
Curadoria de Adriana Xaplin e Vinicius Vieira 
Centro Cultural do IAB RS. Rua Gal. Canabarro, 363 
Centro Histórico. Porto Alegre. RS. Brasil 
51 3212 2552. www.iabrs.org.br



NA SALA NEGRA: 
(des)Percebidos ANDRÉ DA ROCHA FERREIRA, BERENICE BUCKSDRICKER, CAMILA GONZATTO, ELISABETE VIEIRA, GREICY VEDANA, JANAÍNA DE LIMA, JORGE BUCKSDRICKER, LAURA COGO, MARCIA BRAGA, MARCOS ROSEMBERG, MARIA HELENA BERNARDES, MARÍLIA SCHMITT FERNANDES, MAURÍCIO MOZART LISBOA, MONICA HOFF, NICO GIULIANO, PRISCILLA KERN, RAFAEL PAGATINI, RENATA LEKE, SONIA HOFF, VALTER BUCKSDRICKER E WILLIAN ANSOLIN.  LUCIANE BUCKSDRICKER (ORG.)
ABERTURA 30/10/2013, às 19h30min.  VISITAÇÃO 1/11 a 24/112013, 14 às 20h.

imagem de Camila Gonzatto

O observador. Dá vontade de sair por aí, você vai pensar. Um passo após o outro, o observador avança. Dá vontade de procurá-los, você vai pensar. Sem esforço, o encontro se produz, eles estão onde não poderiam estar. Você espia por frestas e até aí os encontra. É viral. Têm coisas que, uma vez reveladas, se proliferam de forma obscena. Estou obcecado, você vai pensar. Se não fosse você, quem buscaria sob as pontes? Você ganhou uma função no mundo. Avista o primeiro na lateral do riacho; outro, junto ao cordão da calçada. Estão sempre à margem de alguma coisa, você vai notar. Sinto informá-lo, amigo, mas a partir de hoje, você não deixará mais de avistá-los. Sem que os persiga, seus olhos tropeçarão em um deles, a caminho do trabalho ou na volta da escola dos filhos. Estão sempre em primeiro plano, você vai notar. Fingindo não dar importância, você levará uma câmera no bolso ou o celular sempre carregado – mas não para ligar para a esposa ou compartilhar a foto do último chope. Você terá sua coleçãozinha privada. Agora vá, amigo, vá em paz. Você agora é como eu, como todos os que viram essas fotos. Na lateral do shopping, ao lado da fruteira, aos pés do salva-vidas ou à sombra da chaminé, ao final da Rua da Praia. Vá-se embora, você tem trabalho a fazer. Seus passos o confirmarão. Você agora é um observador.

Maria Helena Bernardes
Artista e professora de História e Teoria da Arte
Arena - Associação de Arte e Cultura, em Porto Alegre