terça-feira, abril 03, 2012

Galeria Espaço IAB Solar Conde
de Porto AlegreGal. Canabarro, n°363 esq. RiachueloCentro Histórico
Porto Alegre, RS
curadoria Adriana Xaplin e Vinicius Vieira



contatos51 3212 2552 iabrs@iabrs.org.br
galeriaespacoiab.blogspot.com

______________________________________________________ EDITAL DE EXPOSIÇÕES______________________________________________________
Estão abertas, de 13 de Março a 2 de
abril 2012, as inscrições para artistas e coletivos interessados em expor
suas obras no período de Maio de 2012 a Fevereiro de 2013 na Galeria Espaço IAB,
do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB RS.
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edital.pdf


______________________________________________________ EXPOSIÇÕES ABERTAS______________________________________________________ PROJETANDO ARTE MOSTRA COLETIVA - LEI 10036
salas do
arco e multiuso



A exposição coletiva Projetando a Obra de
Arte objetiva fortalecer as relações entre a arquitetura, o urbanismo e
as artes visuais, com uma mostra de artistas convidados propondo o debate sobre
a Lei 10.036, que trata da instalação de Obras de Arte em edificações novas em
Porto Alegre, com área adensável superior a 2000m2. Participantes: Arminda
Lopes, Gutê, Leandro Michels, Daliana Mirapalhete, Ena Lautert, Mario Taddeu.
Obra da imagem: Arminda Lopes. Foto: Marcelo Moreira.
______________________________________________________
ENTREGUEI A VOCÊ
MEUSMAIS SINCEROS
DESEJOS,AMBIÇÕES E MEDOS LUCIANO
MONTANHA fachada do
solar

Luciano
Montanha apresenta o trabalho de intervenção na
fachada do Solar Conde de Porto Alegre “Entreguei a você meus
mais sinceros desejos, ambições e medos”. Trata-se de um cartaz de 18x2m
que o artista criou em um cruzamento entre as atividades de artista e de
educador que exerce. O trabalho surgiu do contato com a obra “Não-História”, da
artista Voluspa Jarpa, presente na mostra Geopoéticas da 8ª Bienal do Mercosul,
e da oportunidade de realizar uma oficina de intervenção urbana que considerasse
situações específicas na Casa M. O trabalho de Voluspa reúne documentos das
ditaduras militares latino-americanas divulgados pelo governo dos Estados
Unidos. Observando as imagens contidas no trabalho, Luciano criou um cartaz
apropriando-se e ressignificando as imagens da artista e propondo uma relação
com o contexto local. O trabalho evoca a memória dos episódios traumáticos da
ditatura militar brasileira e dos mecanismos de vigilância e controle praticados
contra a população civil, ainda afastadas da historiografia do país e do
imaginário das novas gerações. A intervenção agrega a informação, desconhecida
por muitos porto-alegrenses, de que o Solar Conde de Porto Alegre serviu de
cárcere para presos políticos da ditadura militar brasileira nos anos 70. A
intervenção cria assim uma relação de especificidade entre o tema e o local de
veiculação do trabalho e trás o assunto para a reflexão dos transeuntes da
esquina das Ruas Richuelo e General Canabarro, no Centro Histórico de Porto
Alegre.

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HISTÓRICO DA GALERIA ( 1966 >> 2012
)______________________________________________________
A
Galeria foi fundada em abril de
1966, durante a gestão de Cláudio
Araújo. Funcionava na sobreloja da antiga sede do Instituto de Arquitetos do
Brasil, na rua Annes Dias, em frente à Praça Dom Feliciano, em Porto Alegre. No
dia da inauguração contou com a exposição de pinturas, esculturas e trabalhos de
arquitetura de Flávio de Carvalho. Durante a segunda metade da década de 60, a galeria teve como um dos seus primeiros
diretores artisticos o escultor Xico Stockinger. Posteriormente, entre o final da
década de 60 e início de 70, trabalharam na curadoria nomes como Gilberto Morás
Marques (final dos anos 60) e Naida Gomes (1973). No início dos anos 70
consolidou-se junto à comunidade gaúcha como um importante "modal cultural" da
cidade de Porto Alegre. Oportunizava o surgimento de grupos das mais diversas
artes. Foi palco para os primeiros espetáculos do Tangos e Tragédias e o Teatro
de Bonecos “Cem Modos”. Na segunda metade da década de 70, sob a direção
artística de Renato Rosa, o espaço abrigava artistas de várias regiões do país,
como Alfredo Volpi, Emanoel Araújo, Octávio Araújo, Caulos, Rebolo, Farnese de
Andrade, Antônio Maia, Glauco Rodrigues, Carlos Bastos (com a presença de Zélia
Gattai e Jorge Amado), Pietrina Checcacci, Zaragoza, Iaponi Araújo e Paulo
Roberto Leal. Expuseram ainda, em diferentes gestões, artistas consagrados como
Danúbio Gonçalves, Tadeuz Lapinski. Ado Malagoli, Maria Bonomi, Di Cavalcanti,
Wesley Duke Lee, Décio Pignatari, Manabu Mabe, Sônia Ebling, Henrique Fuhro,
Magliani, Inah Fantoni, Plínio Bernhardt, Pasquetti, Tenius, Joyce Schleiniger,
Ilsa Monteiro, Roth, Nelson Jungbluth, Léo Dexheimer, Regina Silveira, Leonid
Streliaev, entre vários outros artistas atuantes na cena cultural da cidade
durante o período do Regime Militar.

Junto
com a galeria, no andar térreo do edifício do Instituto de Arquitetos do Brasil,
ficava o bar do IAB. Contribuindo para o sucesso da galeria, o bar era
reconhecido como um dos principais pontos de encontro entre artistas,
militantes, arquitetos, estudantes, publicitários e jornalistas do país, que o
tornaram o primeiro bar underground de Porto Alegre. Unindo principalmente
arte, arquitetura e política, atraia os mais diversos segmentos da sociedade. A
partir dos anos 80, o lugar passou a ser palco de personalidades como Chico
Buarque, Nana Caymi, Rosinha de Valença, Ney Lisboa, Elis Regina, Cida Moreira,
Geraldo Flach, Celso Loureiro Chaves e Ayres Pottof. Não era incomum ver Mario
Quintana ou Millor Fernandes autografarem suas obras no Bar do IAB, que já nessa
época fazia história em Porto Alegre como um lugar-síntese dos sentimentos e da
movimentação sociocultural da cidade. Após passar um período fechado, nos anos
90, a Galeria retomou seu protagonismo
no Solar Conde de Porto Alegre, atual sede do IAB-RS. A partir de 2010, com a
direção artística de Adriana Xaplin e Vinicius Vieira, a Galeria Espaço IAB vem
realizando os mais variados eventos culturais, com ênfase para as Artes Visuais,
contribuindo inclusive para a paulatina revitalização cultural do Centro
Histórico da cidade. Recentemente na galeria, em mostras coletivas ou
individuais, o IAB recebeu mais de 100 artistas, entre eles Angela Pettini,
Bebeto Alves, Caé Braga, Kátia Costa, Rosana Almendares, Arminda Lopes, Hidalgo
Adams, Marli Araújo, Glaé Macalós, Paulinho Chimendes, Yara Baumgarten, Ena
Lautert, Alexandra Eckert, Santiago, entre muitos outros.
Fontes: 1-
Dicionário
de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul: Décio Presser e Renato
Rosa. Editora: UFRGS. 2000. 2- Acervo do
Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento do Rio Grande do Sul. 3- Museu
Joaquim José Felizardo. 4- Imagem do cabeçalho (foto 1): Sala Negra do IAB RS,
por Rosana Almendares. 5- Artigo: s/ título de Marjore Michelín. Imagem do Bar
do IAB na década de 80 (foto 2): Dirceu Russi.
s/data.
Vinicius
Vieira Escultor, Arquiteto e
Urbanista
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EXPOSIÇÕES 2011______________________________________________________
CIDADE NANQUIM SANTIAGO E ALEMÃO
GUAZELLI sala
negra

O cartunista
Santiago apresentou, no dia da posse da nova diretoria do IAB
- GESTÃO CIDADE E CULTURA, os trabalhos “Arquitetura e
Urbanismo” e “Cidade Nanquim”. Este último
desenvolvido em parceria com o artista paulista Alemão Guazelli, no ano de 1999.
A obra retrata boa parte do cotidiano do Centro Histórico da capital,
evidenciando situações corriqueiras vivenciadas na Borges de Medeiros, entre a
Esquina Democrática e o Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público de
Porto Alegre. Observando as imagens contidas nos desenhos, se vê cenas
inusitadas do dia-a-dia daqueles tradicionais personagens que circulam pelas
ruas do Centro, dando vida àquele lugar que é palco de tantas trocas entre os
habitantes da cidade.______________________________________________________
VARAL DAS ARTES CHICO
LISBOAsala negra
e sala um
______________________________________________________NARRATIVAS SERIGRÁFICAS PROJETO
CIRCULAR sala
do arco


O
Projeto Circular apresenta a exposição “Narrativas Serigráficas”, na Sala Negra
da Galeria Espaço IAB, com a produção recente dos participantes do coletivo e
artistas convidados, reunindo as pesquisas na serigrafia e seus contatos e
aproximações com os processos da gravura em metal e do stencil, assim
como as áreas do desenho, da pintura e da
escultura.
Sobre o Projeto
Circular:
O Projeto Circular iniciou suas
atividades em 2008, como um projeto de ação coletiva em arte da disciplina de
GRAVURA II - SERIGRAFIA do Curso de Graduação em Artes Visuais da Universidade
Feevale. No ano de 2010, ampliou suas ações também como um Projeto de Ensino
desta disciplina. Tendo como ponto de partida o material serigráfico, atua como
um espaço de questionamento das técnicas e suportes tradicionais da gravura,
participando de exposições coletivas e convocatórias de arte no Brasil e em
diversos países, como: Itália, Espanha, Inglaterra e Grécia, nas categorias do
livro de artista, do álbum de gravura, da arte postal - Mail Art, de
adesivos - Sticker Art e lambes. Nestes quatro anos de atuação,
participou da 2ª e 3ª Bienais B Porto Alegre, em 2009 e 2010, respectivamente.
Participou, também, da Feira de Iniciação Científica e Salão de Extensão da
Universidade Feevale, recebendo, em 2011, prêmio como Destaque da área Cultura
na modalidade Mostra de Extensão. Todos os trabalhos realizados para estas
exposições de arte são produzidos no Atelier 1A, 1B e Atelier 2 do Campus I,
durante o período de aula e em horários acordados com a coordenação do curso
dentro do Projeto de Ensino, reunindo alunos, ex-alunos, professores e artistas
colaboradores dos Cursos de Artes.




______________________________________________________TRÂNSITO ACERGS
sala
negra


A exposição Trânsito: Confluências do Grupo de Estudos,
que abrirá dia 06 de agosto de 2011, sábado, às 11h, na Sala Negra da Galeria
espaço IAB, surge das discussões de dois anos de trabalho do Grupo de Estudos da
Associação dos Ceramistas do Rio Grande do Sul. Desde março de 2010, um grupo de
artistas associados da ACERGS se encontra no Auditório do Museu de Arte do Rio
Grande do Sul Ado Malagoli com o objetivo de enriquecer análises, estimular
projetos e valorizar a produção cerâmica contemporânea de nosso Estado. Nesta
exposição, a Associação dos Ceramistas do RS apresenta obras orientadas e
selecionadas de artistas participantes dos encontros do Grupo. Participam Tereza
Mello, Soraya Girotto, Silvia Argemi, Rosana Bortolin, Nadmea Carvalho, Meris
Slomp, Maritê Englert, Mara Weinreb, Lara Espinosa, Emília Gontow, Eda da Cunha
Pinto, Cinthia Sfoggia e Alexandra Eckert.
Alexandra Eckert e Emília Gontow -
ACERGS______________________________________________________
FRAGMENTOS URBANOS ROBERTO PUJOL
sala um

O intenso aumento da produção
intelectual, o grande aumento e crescimento do número de informações na
sociedade contemporânea despertam a necessidade da elaboração de sistemas que
sejam capazes de gerenciar grandes acúmulos de informação. As novas tecnologias
e a globalização provocam uma grande explosão informacional. Captar imagens com
o celular, fotografar, guardar na retina o instante, perceber a estética do
cotidiano, uma necessidade imprescindível de interferir, arquitetar, desenhar
cidades possíveis. No momento, o acesso as imagens que Roberto Pujol propõe
exigem um olhar atento para poder identificar com sensibilidade diferenciada as
heterogeneidades internas das cidades, dos lugares, da natureza, dos objetos.
Uma experiência sobre um mundo de sobreposições em que idéias e atos têm
fragmentos de encontros no tempo e no espaço. Escolhas multivariadas, pôr do
sol, luz, territórios expandidos. Relações possíveis: Porto Alegre dentro de
Agbar, um avestruz no Museu Iberê, uma borboleta em Nova Iorque, redesenhar a
Rua Santo Ignacio... Um arquivo de imagem que é originado por câmeras
fotográficas digitais não é um arquivo de imagem na acepção da palavra. Assim
temos um repertório de palavras entrecruzadas nas imagens, um glossário cheio de
interesses e desejos. As imagens são uma ode a beleza, acumulações de fragmentos
de vida e sentimentos, de viagens, deslocamentos, transferências, nostalgias...
Esta exposição é sobre uma arte urgente e sobre usar criticamente e
oportunamente todas as possibilidades que as tecnologias oferecem para
arquitetar espaços, ampliar o trânsito e a mobilidade, sonhar e
desenhar...
Margarita
Kremer
A exposição de infogravuras impressas em telas de
diversos tamanhos oferecem escolhas multivariadas de imagens digitais editadas e
compostas para nos propor novos olhares sobre Porto Alegre e outras cidades. Uma
experiência sobre um mundo de sobreposições em que idéias e atos têm fragmentos
de encontros no tempo e no espaço.
Roberto
Pujol




______________________________________________________ACERVO 20/20 CHICO LISBOA
sala
um


A mostra contempla
todas as formas de arte – pinturas, desenhos, fotografias, gravuras – em um
único formato: 20x20 cm. Os quadros já foram expostos em outros locais da
cidade, como a Bolsa de Arte e a sede da Associação Chico Lisboa.
Marta
Pozueco





______________________________________________________AFROBRASILIDADES PELÓPIDAS THEBANO
sala
multiuso






______________________________________________________EXISTENTES JOICE GIACOMONI
acesso
solar
Criaturas se apresentam a partir da
impressão em acrílico semi-transparente, montadas sobre perfil de aço com altura
de 1,80m, próximo da escala humana.




______________________________________________________
PHOTOPOPSHOW BEBETO ALVES
sala
negra


“É uma
antologia de imagens, imagens que estão em construção, que podem deixar de ser,
ou, se estabelecerem como elas são. O efêmero dentro da perenidade. O pop, o bom
humor, a irreverência. O olhar nunca é o mesmo e nem o que pensamos a respeito
dele. O olhar do artista é assim. É este olhar que vem da música, da música que
vem do cinema, que por sua vez é a fotografia. Um diálogo entre o olhar e a
coisa observada, pensada e manipulada, entre a forma e a sua outra possibilidade
de existir, entre o estado de criação e o objeto. São imagens de várias séries
compostas ao longo desses últimos 3 anos: IFOOD, INPOSTAIS, POAPOP,
PHOTO-GRAMAS, PHOTOGRAPHICAS e BAHNANAS. Cores, fusões, montagens, e imagens
puras, sólidas em seu estado bruto, compõe essa alegoria pop, que discursa, que
retém a palavra, que não é silenciosa.”
Bebeto Alves______________________________________________________
A CASA AEERGS
sala
multiuso

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EXPOSIÇÕES 2010______________________________________________________
ORGANISMOS ESCULTÓRICOS
MÁRIO
TADDEU
sala
negra
O primeiro que salta à vista, quando observamos as
cerâmicas de Mário Thaddeu, é a estreita relação que elas têm com o mundo
orgânico. Em rigor de verdade, formam um universo próprio, simultaneamente flora
e fauna, cujas criaturas compartilham corpos globulosos, tanto de sementes como
de bulbos, carregando carapaças de coleópteros ou de frutos cascudos. Seres com
aspecto de escaravelhos, besouros, conchas ou caracóis, devido a suas peles
escamadas, más também por possuir pseudópodes rugosos, estames e pistilos,
anteras carregadas de pólen, desmesuradas brânquias, corolas tubulares,
filamentos lanceolados, antênulas, ogivas espinhosas, e tantos outros apêndices
destinados aos movimentos, sejam estes de locomoção, ataque ou defesa. As peças,
em conjunto, parecem ser mutantes vindos de uma galáxia paralela, mas que aqui
se fincaram, embora sempre olhando na direção das estrelas, cegadas pela luz. Ou
seja, verifica-se que as obras de Mário são esculturas modeladas em argila com
apurada técnica -que inclui um conjunto de procedimentos criados pelo próprio
autor-, capazes de conformar uma categoria taxonômica independente, integrada
por seres morfologicamente semelhantes entre si, que obviamente possuem grande
semelhança com a rica biodiversidade deste nosso planeta. Da mesma forma, a
estética de Mário se relaciona estreitamente com a de Antoni Gaudí, o célebre
criador catalã da segunda metade do século XIX e começos do XX, que tem
desenvolvido uma desconcertante obra (o Parque Guell, a casa Batlló, a casa
Milà, e a Sagrada Família, entre outras), dando uma personalidade única à cidade
de Barcelona. As primeiras obras de Gaudí possuem claras influências da
arquitetura gótica e catalã tradicionais, embora também tenham recebido o
influxo do arquiteto francês Eugene Viollet-le-Duc. Mas posteriormente Gaudí
desenvolveu uma linguagem expressiva própria, de corte modernista (que é uma
variante local do art nouveau), o que o levou a abordar um polimorfismo
fantástico, quase alucinatório. As cerâmicas de Mário Thaddeu se aproximam
livremente de esse conglomerado estrutural e estilístico, e o recria a través de
um intenso barroquismo, tipicamente latino-americano (já meticulosamente
detalhado pelo ensaísta Eugenio d’Ors), exacerbadamente brasileiro. Mario não
realiza uma operação de abstração partindo do nada fantasmagórico, senão que
exerce diversos graus de estilização a partir da própria natureza, observada e
constelada como um espetáculo fenomênico de vastas proporções e constantes
derivadas fisioplásticas. Nos primeiros anos do século estouraram na Europa
diversos movimentos plásticos de imensa importância, como o Fauvismo francês de
Matisse, o Expressionismo alemão de Kirchner e Heckel, o Cubismo de Picasso,
Braque e Juan Gris, o Futurismo Italiano de Boccioni, o Suprematismo russo de
Malevich e o Neo-Plasticismo holandês de Piet Mondrian. Criado por Picasso e
desenvolvido extensa e ardorosamente por Jean Arp e Max Ernst, o collage
transformou-se numa voragem criativa em mãos de Kurt Schwitters. Trabalhando
também com retalhos, Gaudí configura extensas superfícies mediante a técnica
catalã tradicional do “trencadis”, que consiste na utilização de fragmentos de
cerâmicas quebradas, montadas como um quebra-cabeças. Mario desenvolve sua
própria maneira de realizar collages: troca os restos justapostos por parcelas
de diferentes texturas tácteis, variantes cromáticas de esmalte, e tramas
visuais. Com esta dinâmica plástica, consegue múltiplos efeitos de significação,
parecidos com as observações panorâmicas que os passageiros dos aviões podem
apreciar olhando para as paisagens terrestres, lá embaixo. No nível formal
constitutivo-estrutural, Gaudí usava as suas famosas “cúpulas catenárias”, às
que Mário responde de forma inteligente, contrapondo um ascendente movimento
espiralado em constante rotação, em permanente mutação. Aos arcos parabólicos de
inspiração gótica de Gaudí, Mario reage com suas ousadas abóbadas assimétricas,
cujos eixos de translação geram redemoinhos, embora permanecendo em perfeito
equilíbrio dinâmico. Assim, nosso ceramista-escultor parece ter uma memória
biológica ancestral que o leva a trabalhar peças cujas superfícies podem ser
objetos decorativos, funcionais (luminárias), ou casas de fim de semana, embora
a disposição dos elementos essenciais provenha do esqueleto de uma baleia
pré-histórica, das placas ósseas de um gliptodonte do Pleistoceno, ou das asas
de um pterossauro do Mezozóico. Alem disso devemos observar que seus
interessantes sistemas estruturais por momentos o aproximam, além de Gaudí, de
criadores que integran a arquitetura, o urbanismo, o design e a arte, desde
Hundertwasser a Zaha Hadid. De fato, algumas de suas peças poderiam ser
esculturas habitáveis, se o orgulho humano nos permitisse seguir o exemplo dos
moluscos.
Nestor Candi
MS. Professor de
Design e História da Arte na UNIRITTER
______________________________________________________
EMPILHÁVEIS III MOSTRA
COLETIVA
sala
negra
A exposição
integra a lll Bienal B. O cotidiano dos artistas plásticos em seus ateliers e
espaços criativos é repleto de objetos e referências. O acúmulo dos materiais é
prática constante do fazer artístico. A confusão típica destes lugares é
normalmente solucionada através de pilhas, de formações verticais que determinam
o aproveitamento espacial das coisas. As coleções incluem também conceitos,
palavras, lembranças e ideias. Com a proposta de que a arte pode ser empilhável,
21 artistas plásticos se reúnem e produzem obras que apresentam a forma
particular de como cada artista administra o empilhamento natural das coisas de
seu do dia-a-dia. O grupo é formado por Adriana Andricopulo, Alexandra Eckert,
Ana Becker, Ana Chassot Ledur, Antônio Augusto Bueno, Denis Nicola, Ena Lautert,
Fabriano Rocha, Giana Kummer, Ingrid Noal, Kátia Costa, Luci Sgorla, Maria
Eunice Araújo, Neca Sparta, Pedro Girardello, Rosana Almendares, Rosane Moraes,
Tereza Mello, Walter Karwatzki, Yara Baungarten e Rodrigo dMart.
Kátia
Costa
______________________________________________________ARTE EM QUADRADO ATELIER PLANO
B
sala
negra
A Convocatória de Arte do Atelier Plano B é um projeto
anual promovido pelo Atelier de Arte Plano B, que “chama” artistas e todas as
pessoas que são ligadas às artes de alguma forma, para pensarem a arte através
de suas expressões individuais e autorais, utilizando-se de suportes
bidimensionais e em formatos que variam de ano para ano, aonde todos os
trabalhos inscritos sempre farão parte da mostras. O projeto tem alguns
objetivos, como o de divulgar a arte, convidando a participar também escolas e
espaços os mais diversos possíveis e itinerar com cada edição realizada. Nessa
edição, a mostra conta com 177 inscritos, duas escolas e 3 projetos, totalizando
aproximadamente 260 pessoas, que participam com trabalhos em técnicas variadas e
formato 15 x 15 cm. Visitação de 1º a 15 de outubro de
2010.______________________________________________________
MIL MÃOS EXPOSIÇÃO COLETIVA
INTERNACIONAL sala
negraMostra "Mil Mãos - Uma ação entre
artistas" conta com a participação, no painel físico, de 106 artistas entre
brasileiros, portugueses, além de participações da Holanda e do México. Também
conta com diversos participantes no painel virtual, com mais de 200
intervenções.
Rosana Almendares



>> POSTAGENS MAIS
ANTIGAS
Galeria Espaço IAB Solar Conde
de Porto AlegreGal. Canabarro, n°363 esq. RiachueloCentro Histórico
Porto Alegre, RS
curadoria
Adriana
Xaplin
Vinicius
Vieira
contatos
51 3212 2552iabrs@iabrs.org.br

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